APL Pós-Colheita

ACI Panambi/RS

O Maior Centro Industrial de Equipamentos Pós-Colheita do Brasil

Dois municípios do Rio Grande do Sul, os quais, juntos, não chegam a somar 50 mil habitantes, formam a maior concentração industrial voltada para equipamentos de secagem, armazenamento e transporte de grãos do país. São cerca de 80 empresas Constituídas no Arranjo Produtivo Local (APL) Metalmecânico Pós-Colheita Panambi-Condor/RS.

As duas cidades, situadas no Nordeste Colonial rio-grandense, a cerca de 400 quilômetros de Porto Alegre, capital gaúcha, têm em comum a origem germânica e o espírito empreendedor, que faz de cada emprego industrial um embrião de um novo negócio. "Os panambienses nascem pensando em ser empresários", sintetiza o prefeito de Panambi.

A vocação empreendedora se soma a outra característica local, que é a cooperação, facilitadora do processo de constituição do APL. Em 2003 a economia de Panambi cresceu 34%, "três vezes mais que a China", compara o prefeito, valendo-se do país modelo do atual cenário internacional. Mais modesta, até por ter descoberto a vocação industrial na década de 90, Condor também não tem do que reclamar, com um crescimento econômico médio que beira os dois dígitos nos últimos anos.

A sinergia de ações entre empresas e entidades da iniciativa privada, poder público e instituições de ensino tem metas ambiciosas, traçadas com base no potencial produtivo da microrregião e na realidade do mercado em que se insere o APL. Em nível interno, o espaço de crescimento se revela pela carência de infra-estrutura de estocagem de grãos no país.

"A capacidade de armazenagem no Brasil não alcança 80% da safra, quando o conceito de segurança alimentar exige capacidade equivalente a duas safras", ressalta Edson Schäfer, diretor da Joscil – Joceli Schäfer e Cia., fabricante de uma linha completa de pós-colheita em Panambi.

Outras oportunidades promissoras no mercado interno são a reserva de 90 milhões de hectares em fronteira agrícola, considerando apenas um aproveitamento sem danos ambientais – hoje, a safra brasileira é colhida em 60 milhões de hectares – e a produtividade crescente no campo. Em nível externo, o foco é a América Latina, aproveitando vácuos na produção industrial do setor nos países do Mercosul, além de Chile, Venezuela e México.

A potencialização do APL Pós-Colheita envolve a mobilização dos agentes locais, com apoio de entidades como o Sebrae/RS e Senai/RS além da capitação de recursos federais, através do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Em um período de aproximadamente três anos, o projeto necessitará investimentos de R$ 2,5 bilhões. O planejamento estratégico do APL contempla a implantação de uma central de compras, de um centro de inovação tecnológica e de empreendedorismo, de uma agência de desenvolvimento e capacitação profissional, a criação de um grupo de apoio político empresarial, a definição de uma estratégia de marketing e desenvolvimento de ações ambientais.